ACUPUNTURA PARA ANIMAIS

ACUPUNTURA PARA ANIMAIS

ACUPUNTURA PARA ANIMAIS

A técnica das agulhas ganhou espaço nas clínicas veterinárias ao curar doenças como artrite, problemas de coluna e distúrbios comportamentais de animais de estimação

 

 

Texto • Denise Moraes

Desde 1990, quando a Organização Mundial de Saúde (OMS) reconheceu oficialmente a acupuntura como uma prática eficaz nas mais variadas áreas médicas, o Ocidente passou a ver com outros olhos essa terapia milenar. Mas o que você acharia se o veterinário de seu bichinho de estimação recomendasse uma sessão de acupuntura para aliviar os problemas lombares dele?

A veterinária Elizabete Shimizu, que trabalha há 15 anos com acupuntura veterinária, explica que os tratamentos mais procurados são para dores crônicas ou agudas na coluna, decorrente de hérnias discais, traumatismos pós-cirúrgicos, paralisias e paraplegias (paralisia das pernas e da parte inferior do tronco). Mas a lista de doenças e problemas comportamentais (como agressividade e agitação) que podem ser tratados por meio dessa técnica é extensa – vão desde o combate e prevenção de tumores e artroses até o alívio de sintomas do envelhecimento.

 

Resultados surpreendentes


A designer de jóias Christiane Guimarães conheceu a acupuntura veterinária há quatro anos, quando Dalila, a daschund de sua irmã, sofreu paralisia nas patas traseiras (paraplegia) e se submeteu ao tratamento. Por um problema genético da raça, ajudado pela grande coluna e pelas patas pequenas, os daschunds são os campeões de lesões de coluna, hérnias de disco e paralisias.

Dalila tinha apenas cinco anos quando começou a apresentar os sintomas da paraplegia e precisava de auxílio para se locomover, se alimentar e urinar. Após seis meses de tratamento, a surpresa: Dalila voltou a andar normalmente. Mas o contato de Christiane com a acupuntura veterinária não parou por aí. Vronsky, seu schnauzer, também se submeteu à acupuntura há um ano e meio, devido a uma fratura no peito. Recuperou-se totalmente depois de apenas dois meses de tratamento. Hoje ele está no que Christiane chama de “manutenção”: de dois em dois meses frequenta sessões de acupuntura.

A doutora Shimizu confirma essa eficiência. Especializada em tratamento de patologias de coluna, ela obtém um índice de sucesso acima de 80% tratando os animais com acupuntura. A prática também traz bons resultados como analgésico após cirurgias de coluna, ajudando na reabilitação dos bichos.

Cuidados e precauções

“O mais importante para iniciarmos a acupuntura é o diagnóstico correto da patologia a ser tratada”, diz Shimizu. Como na acupuntura humana, a escolha dos pontos de aplicação é primordial para a eficiência do tratamento. “Os pontos de acupuntura veterinária são os mesmos utilizados nas pessoas, salvo algumas exceções e adaptações em decorrência da variação anatômica e de acordo com as espécies”, explica Shimizu.

Segundo ela, a escolha dos pontos varia de acordo com cada paciente e com seu diagnóstico. Ou seja, os pontos principais mudam de acordo com a patologia a ser tratada. Além disso, dois animais com uma mesma doença podem receber tratamentos diferentes. Isso acontece porque na acupuntura não se trata a doença, e sim o desequilíbrio que a gerou.

Outro fator que merece atenção é a adaptação do animal às agulhadas. A designer Christiane Guimarães diz que seu schnauzer fica quietinho durante as aplicações. “É muito engraçado, ele começa a bocejar e fica com cara de sono”, conta. No entanto, se seu bichinho não for tão tranqüilo, a validade do tratamento pode ficar comprometida. Afinal, não faria sentido sedar o animal para poder tratá-lo com acupuntura. A solução, nesse caso, seria a fitoterapia (outra medicina tradicional chinesa, que faz uso de plantas nos tratamentos e é muito recomendada para atuar associada à acupuntura), que não utiliza agulhas e também traz bons resultados.

Outra opção é a acupuntura a laser, indicada para as mesmas patologias e aplicada sobre o mesmo ponto da agulha. “Para animais que ficam muito incomodados com a agulha, seria o ideal. Além disso, o tempo de aplicação é menor”, explica Shimizu.

A duração e a freqüência das sessões de acupuntura variam de acordo com o tipo de tratamento. Para casos agudos, como uma fratura, deve ser diária ou em pequenos intervalos de dias. Já para os casos crônicos, como problemas de artrose, as sessões podem ser semanais ou até mensais, dependendo do estado de saúde do animal.

Fonte: Triada.com.br
 

 

Para saber mais

 

Dra. Elizabete Shimizu Hospital Veterinário Pet Care 
Av. Giovani Gronchi, 3.001 – Morumbi – São Paulo/ SP 
Tel: 3743-2142   
www.petcare.com.br


Associação Brasileira de Acupuntura Veterinária (ABRAVET)
www.abravet.com.br

International Veterinary Acupuncture Society (IVAS)
www.ivas.org