DEPOIMENTO: CARTAS PSICOGRAFADAS

DEPOIMENTO: CARTAS PSICOGRAFADAS

DEPOIMENTO: CARTAS PSICOGRAFADAS

Mensagens psicografadas trouxeram não só conforto, mas coragem para Arlete seguir em frente com sua vida

 

Texto • Paula Bianca de Oliveira


Ainda na adolescência, Arlete começou a trabalhar na loja de bolsas de seu pai. O tempo passou, ela casou-se, teve dois filhos, separou-se do marido, e continuou na loja. Trinta anos depois, seu pai faleceu e ela teve que assumir todas as responsabilidades do comércio, ao lado de um irmão.

Os negócios iam bem, mas, mesmo assim, Arlete sentia-se desprotegida, insegura e, principalmente, cansada. Foi quando decidiu vender para o irmão sua parte na sociedade. Era hora de sair em busca de uma nova profissão. Foi quando Arlete sentiu o peso e a angústia do desamparo.

“Foi um dos momentos mais difíceis da minha vida. Demorei, mas encontrei um novo emprego, o que vem sendo um desafio. Com certeza, o que me ajudou a seguir em frente foram as cartas psicografadas que recebi”, revela Arlete.

Em três meses, ela recebeu duas cartas psicografadas por uma grande amiga sua, a Dona Diva. “Eu e a Arlete temos muita sintonia, fazemos muitas confidências uma para a outra. E isso há mais de 20 anos. Acho que é por esse motivo que acabei psicografando pra ela”, conta Diva.
 

Cartas psicografas

A primeira dessas cartas veio assim que Arlete decidiu vender sua parte na loja. Muito angustiada, a comerciante pediu para Diva lhe dar um passe espiritual. Ao aplicar o passe, Diva ouviu a voz de uma senhora com sotaque espanhol dizendo ‘mi irra, mi irra’. Sem entender, ignorou o chamado mas, dias depois, voltou escutar o chamado da mesma senhora. “Eu estava sozinha em casa. Senti um arrepio muito forte nos braços e corri pra pegar papel e caneta”, relembra Diva, que começou a escrever: 

“Nada temas, minha querida. Siga adiante, como quando criança, achando graça em tudo. Nunca te digas desamparada e frágil, porque tua vida há de ser luta constante e vitoriosa – e estás preparada, como bem sabes. Não chores pelas suas dificuldades: sempre existirão em tua caminhada como um resgate do teu passado, em que vivias sem sustos e não avaliava o sofrimento alheio.”

Ao final, a carta psicografada era assinada por uma mulher chamada Dolores – mesmo nome de uma tia-avó espanhola de Arlete. Em muitos trechos, a senhora que assinava a carta falava em “nossa família”, o que levava a crer que quem enviava a mensagem tinha um grau de parentesco com Arlete. 

“Vivas bem com teus familiares, que fazem parte da nossa família. Preserve a tua saúde e sejas feliz. (...) Tua mãezinha de agora foi minha grande companheira de ontem.”

A confirmação de que Dolores fora mãe de Arlete em uma vida passada veio somente com uma segunda carta psicografada. Desta vez, quem deixava a mensagem era Josué, um rapaz que fora filho de Arlete em outra encarnação. Na carta, ele dizia:

“Não tenha medo, minha mãe. A senhora nasceu para lutar e vencer. As mudanças servem para nos impulsionar sempre para melhor.(...) “Faço parte da sua existência. Junto a vovó Dolores, que vela sempre por nossa família.”

Com essas cartas, além de ganhar coragem para superar as adversidades, Arlete descobriu uma nova família. Para ela, ficou clara a relação de amor com seus antepassados. “Senti que não estava sozinha. Que onde eu estivesse, teria alguém torcendo, tentando me ajudar; alguém pra me dar a mão de verdade”, emociona-se a comerciante, certa de que os laços de família são mesmo eternos.

Fonte: Triada.com.br