INSPIRAÇÃO: PARÁBOLAS ESPÍRITAS

INSPIRAÇÃO: PARÁBOLAS ESPÍRITAS

INSPIRAÇÃO: PARÁBOLAS ESPÍRITAS

Enviadas por espíritos iluminados ou transmitidas de geração a geração, as parábolas transmitem grandes ensinamentos morais de forma leve e encantadora. Inspire-se você também com essas edificantes narrativas

 

Texto • Redação

A escolha do imperador

Um imperador chinês estava morrendo e não tinha nenhum filho para assumir o trono. Decidiu então escolher um entre milhares de chineses “comuns” para substituí-lo. Assim, reuniu todos seus súditos em frente ao palácio e deu a cada um deles uma semente, de flores distintas. Aquele chinês que plantasse a semente, cuidasse dela com muito carinho e um ano depois apresentasse a mais bela das flores seria o próximo Imperador da China. Na data marcada, na praça em frente ao palácio, havia milhares de chineses com vasos lindos e flores ainda mais belas – azuis, rosas e amarelas... O Imperador então levantou-se e foi até a multidão. Caminhou durante uma hora no meio daquelas flores maravilhosas. Foi então que escutou um pequeno menino agachado, chorando. Perguntou ao ele o que havia. O pequeno chinezinho mostrou um vaso feio, somente com terra e sem nenhum sinal de alguma flor. Disse ao imperador que havia plantado a semente e nada havia acontecido. Trocara a terra e pusera mais água e nada mudou. A planta simplesmente não nasceu. O Imperador então voltou ao seu trono e anunciou que o rapaz que estava chorando herdaria seu trono, pois havia distribuído sementes secas e mortas a todos. A honestidade e a coragem do rapaz o fizeram tomar tal decisão.

(Autoria desconhecida)

A serpente e o sábio

Contam as tradições populares da Índia que existia uma serpente venenosa em certo campo. Ninguém se aventurava a passar por lá, receando-lhe o assalto. Mas um santo homem, a serviço de Deus, buscou a região, mais confiado no Senhor que em si mesmo. A serpente o atacou, desrespeitosa. Ele dominou-a, porém, com o olhar sereno, e falou: “Minha irmã, é da lei que não façamos mal a ninguém”.

A víbora recolheu-se, envergonhada. Continuou o sábio o seu caminho e a serpente modificou-se completamente. Procurou os lugares habitados pelo homem, como desejosa de reparar os antigos crimes. Mostrou-se integralmente pacífica, mas, desde então, começaram a abusar dela. Quando lhe identificaram a submissão absoluta, homens, mulheres e crianças davam-lhe pedradas. A infeliz recolheu-se à toca, desalentada. Vivia aflita, medrosa, desanimada.

Eis, porém, que o santo voltou pelo mesmo caminho e deliberou visitá-la. Espantou-se, observando tamanha ruína. A serpente contou-lhe, então, a história amargurada. Desejava ser boa, afável e carinhosa, mas as criaturas perseguiam-na. O sábio pensou, pensou e respondeu após ouvi-la:

“Mas, minha irmã, ouve um engano de tua parte. Aconselhei-te a não morderes ninguém, a não praticares o assassínio e a perseguição, mas não te disse que evitasses assustar os maus. Não ataques as criaturas de Deus, nossas irmãs no mesmo caminho da vida, mas defende a tua cooperação na obra do Senhor. Não mordas, nem firas, mas é preciso manter o perverso à distância, mostrando-lhe os teus dentes e emitindo os teus silvos.”

 

(Ditado pelo espírito André Luis)

O pequeno aborrecimento

Um moço de boas maneiras, incapaz de ofender os que lhe buscavam o concurso amigo, sempre meditava na vontade de Deus, disposto a cumpri-la.

Certa vez, muito preocupado com o horário, aproximou-se de um pequeno ônibus, com a intenção de aproveitá-lo para a travessia de extenso trecho da cidade em que morava, mas, no momento exato em que o ia fazer, surgiu-lhe à frente um vizinho, que lhe prendeu a atenção para longa conversa.

O rapaz consultava o relógio, de segundo a segundo, deixando perceber a pressa que o levava a movimentar-se rápido, mas o amigo, segurando-lhe o braço, parecia desvelar-se em transmitir-lhe todas as minudências de um caso absolutamente sem importância.

Contrafeito com a insistência da conversação aborrecida e inútil, o jovem ouvia o companheiro, por espírito de gentileza, quando o veículo largou sem ele. Daí a alguns minutos, porém, correu inquietante a notícia: a máquina estava sendo guiada por um condutor embriagado e precipitara-se num despenhadeiro, espatifando-se. Ouvindo com paciência uma palestra incômoda, o moço fora salvo de triste desastre.

O jovem refletiu sobre a ocorrência e chegou à conclusão de que, muitas vezes, a Vontade Divina se manifesta, em nosso favor, nas pequenas contrariedades do caminho, ajudando-nos a cumprir nossos mais simples deveres, e passou a considerar, com mais respeito e atenção, as circunstâncias inesperadas que nos surgem à frente, na esfera dos nossos deveres de cada dia.

 

(Ditado pelo espírito Meimei)

 

O bambu chinês

Depois de plantada a semente deste incrível arbusto, não se vê nada por aproximadamente cinco anos, exceto um lento desabrochar de um diminuto broto a partir do bulbo. Durante todo esse tempo, seu crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu, mas uma maciça e fibrosa estrutura de raiz que se estende vertical e horizontalmente pela terra está sendo construída. Então, no final do quinto ano, o bambu chinês cresce até atingir a altura de 25 metros. Vale a pena refletir: “Muitas coisas na vida são iguais ao bambu chinês. Você trabalha, investe tempo, esforço, faz tudo o que pode para nutrir seu crescimento e, às vezes, não vê nada por semanas, meses ou anos. Mas, se tiver paciência para continuar trabalhando, persistindo e nutrindo, o seu quinto ano chegará, e com ele virão um crescimento e mudanças que você jamais esperava.”

 

(Autoria desconhecida)

 

Fonte: Triada.com.br