O CAMINHO DO AUTOCONHECIMENTO

O CAMINHO DO AUTOCONHECIMENTO

O CAMINHO DO AUTOCONHECIMENTO

Descobrir as qualidades, saber lidar com os pontos negativos, acordar pela manhã e encarar o espelho de alma aberta para enxergar exatamente quem é você. Esses são alguns dos benefícios do Pathwork, método desenvolvido na Suíça que utiliza a meditação como um de seus passos. Saiba mais

 

Texto • Renata de Salvi e Renata Rossi
 

Que para cada ação há uma reação, todo mundo já sabe. Mas, existem diversas formas de agir e reagir, e tudo depende de você. Por exemplo, quando alguém te irrita, será que o problema está na pessoa ou em você? A sua resposta com certeza vai depender de como encara as suas imperfeições e as dos outros. Para muitos, é mais fácil acusar ou sentir-se vítima de uma situação do que assumir o erro, mas há formas de mudar esta postura, e mudá-la para melhor.

Uma delas é o Pathwork – ou “trabalho do caminho” – método que trabalha a autoaceitação, ajuda a entender dificuldades de relacionamentos e a refletir sobre as emoções. No Brasil há mais de 15 anos, o Pathwork está presente em diversas cidades. Nesta entrevista, Ana Maria Baptista Gavazzi, responsável pela regional Pathwork São Paulo, fala sobre o método, seus objetivos e como vivenciar a prática. Confira!

 

Qual é a história do Pathwork?

O Pathwork foi elaborado por Eva Pierrakos como um método de autoconhecimento. Teve início com grupos que se reuniam com Eva para ouvir as palestras. Na Suíça, onde viveu alguns anos, ela desenvolveu o dom psíquico que começou a se manifestar na forma escrita. De 1957 a 1979, Eva entrava em estado de leve transe e o seu guia espiritual falava através dela. Foram 258 palestras, cujos temas versavam sobre a natureza das realidades psicológica e espiritual e sobre o processo de transformação pessoal. Quando conheceu John Pierrakos, criador da Core Energetics, Eva aprimorou a forma de trabalhar com grupos de estudos do Pathwork, com base na terapia de grupo da Core Energetics. E assim o método começou a difundir-se pelo mundo. No Brasil, teve um desenvolvimento grande e rápido, e já está por aqui há mais de 15 anos.

 

Como você conheceu o Pathwork? E como resolveu aprender a técnica e transmitir para outras pessoas?

Eu trabalhava como psicoterapeuta e fui para Nova Iorque (Estados Unidos) fazer terapia com John Pierrakos. Lá, conheci o Pathwork. Quando foi feito o primeiro grupo de formação em Salvador (BA), me inscrevi e iniciei meu aprofundamento no método. Fiz muitos anos de terapia, mas tive um enorme benefício com este trabalho. Passei a ser uma pessoa mais feliz e a me relacionar melhor. Apaixonei-me pela técnica e, ao final de minha formação, resolvi trazer professores dos Estados Unidos para ensinar aos meus alunos de grupo, para que eles também pudessem se tornar Facilitadores e Helpers, os responsáveis por conduzir grupos de Pathwork no mundo todo.

 

Qual é o objetivo do Pathwork? Como atingir esse objetivo?

É ajudar as pessoas a serem mais verdadeiras, a estar cada vez mais conscientes de nossas defesas, negatividades e, principalmente, das qualidades, que muitas vezes não reconhecemos em nós mesmos. É uma forma de auxiliar as pessoas a serem quem realmente são, a mostrar nosso "eu melhor" e não quem fingimos ser, com a máscara que incorporamos no dia a dia. Isto, para nós, é desenvolver a espiritualidade. Para alcançar esses objetivos, é preciso ter muito empenho, coragem para ver a verdade, amor por si e autoresponsabilidade.

 

O que é desenvolvido durante as sessões?

O básico do trabalho é realizado em grupos. Desta forma, o crescimento é mais rápido, pois partilhamos nossos ganhos e dificuldades. E mais: encontramos semelhanças. O Pathwork não está ligado a nenhuma religião e seu conteúdo não desrespeita nenhuma crença religiosa. O que fazemos nos grupos são meditações a partir dos textos proferidos pelo guia espiritual por meio da Eva Pierrakos, além de exercícios como visualizações e o compartilhamento de experiências e sensações.

 

Como as questões mais profundas tornam-se conhecidas de quem pratica?

Com a leitura do material, começamos a compreender melhor as diferentes formas pelas quais criamos dificuldades e o mais importante, que é como nos livrar delas.

 

Quais são os benefícios de quem desenvolve essa técnica?

É viver com maior autoaceitação, maior realização e felicidade.

 

Quem pode participar dos grupos?

Qualquer pessoa que deseje ser mais verdadeira consigo mesma. Participar do grupo de estudos depende do tempo que cada um deseja estar envolvido nesse processo de autoconhecimento. Há pessoas, como eu, que foram além e quiseram difundir o método. A formação de um helper – que é quem conduz os grupos de Pathwork – dura nove anos, pois é baseada na vivência do processo pessoal.

Fonte: Triada.com.br