SHIATSU COMO PROFISSÃO

SHIATSU COMO PROFISSÃO

SHIATSU COMO PROFISSÃO

Quer saber mais sobre a profissão de shiatsuterapeuta? Então, fique de olho na trajetória de Mariko Sato, uma expert nesta técnica de massagem japonesa capaz de aliviar dores, dar um chega pra lá em tensões e proporcionar muito mais bem-estar

 

Texto • Redação

Não se engane com a aparência frágil e delicada da nissei Mariko Sato. Com uma experiência de mais de 25 anos na área de massagens, Mariko faz valer na prática cada um de seus sábios ensinamentos. Afinal, como ela mesma diz “a primeira obrigação do terapeuta é saber se cuidar, até mesmo para que o paciente sinta que você está falando a verdade”. 
Na entrevista a seguir, conheça um pouco mais desta especialista em shiatsu e qualidade de vida.
 

Como começou a trabalhar nessa área?

Em 1963 vim para São Paulo [Mariko é filha de agricultores do interior do Estado] e fui trabalhar no Instituto de Fisioterapia Estética Mizuki. Até então, nunca tinha pensado em trabalhar com massagem, mas foi onde eu achei uma oportunidade para custear minha vida aqui e não precisar voltar para trabalhar na lavoura.
 

Já era shiatsu o que aplicava?

Não. Era massagem clássica direcionada à estética. Depois da massagem clássica, fiz um curso de reabilitação e, durante cinco anos, trabalhei com uma médica fisiatra. Nessa época, fazia tudo o que a fisioterapia faz em termos de reeducação de movimentos, ou seja, recuperar o que a doença deixou de vestígios no corpo. Aplicava massagem de zona reflexa, mas ainda não era o shiatsu. Então, paralelamente, eu comecei a procurar uma massagem mais completa e terapêutica que pudesse ajudar as pessoas não só em tratamentos, mas na prevenção de doenças, foi quando eu conheci o mestre Shingyo Jonen, meu primeiro mestre em shiatsu. O mestre Jonen chamou o mestre dele do Japão, Tsunemasa Abe, que veio ao Brasil para complementar meus estudos e me dar o certificado. E desde então tenho trabalhado firmemente nesta área.
 

Você tem formação em acupuntura?

Sim. Fui iniciada na acupuntura com o mestre Jonen e, em 1992, decidi fazer um curso de dois anos no CEATA (Centro de Estudos de Acupuntura e Terapias Alternativas) e, há três anos, fiz outro curso de reciclagem na área.

 Quando a clínica Shiozawa foi inaugurada?

Inauguramos em 1989 e, em 1991, comecei também a dar aulas de shiatsu. Assim como tiveram pessoas com paciência de me ensinar esta coisa maravilhosa chamada shiatsu, eu também senti a necessidade de passar adiante e, desde então, ministro um curso de formação profissional.
 

Como é este curso?

Ele tem duração de um ano, as aulas são feitas duas vezes por semana e nós exigimos 100 horas de estágio. Porque não adianta só dar teoria. Os alunos têm que decorar uma seqüência básica até que consigam fazer as manobras sem olhar as mãos, de maneira automática, sem pensar em nada. Digo para meus alunos que a gente só pode se considerar um bom terapeuta se existe retorno – quando um cliente vai uma vez, volta, marca mais vezes e indica para outros seu trabalho. Por isso, na primeira sessão você tem que despertar a vontade da pessoa do tipo: “puxa, mas quando será que eu volto?”. Então, o mais difícil para um terapeuta que está iniciando é despertar a confiança na primeira sessão. Por isso tem que fazer o estágio, decorar, trabalhar com profissionais mais experientes.

Aplicar massagens o dia inteiro requer muita energia?

Não. Eu chego a atender cinco pessoas em seguida e não sinto cansaço. É preciso saber trabalhar o corpo como um todo. A mão é apenas um canal. Você não pode colocar força nas mãos e nos dedos, senão, seu tato fica imperceptível, então, você tem que tirar a energia do seu corpo.
 

Quando sua clínica, a Shiozawa, foi inaugurada?

Desde solteira, meu sonho era colocar o shiatsu dentro de empresas, porque São Paulo é uma cidade caótica, com dificuldade de trânsito, muita correria, então, em vez de esperar que os trabalhadores viessem até nós, fomos até eles. Para isso, as empresas que nos contratam criam um espaço dentro de suas próprias instalações para aplicarmos o shiatsu em seus funcionários. Essas empresas percebem que, liberar um trabalhador por 15 minutos para uma sessão de shiatsu, não gera nenhum prejuízo, pelo contrário, só vai motivar mais sua equipe, deixá-la mais feliz, com mais saúde, como consequência, mais produtiva.

Fonte: Triada.com.br
 

 

Mais informações:

Shiozawa
Rua Batataes, 602, 6º andar, conj. 62
São Paulo/ SP
Tels.: (11) 3887-1177 / 3887-6279
www.shiozawashiatsu.com.br